
Após 16 dias de paralisação, os trabalhadores terceirizados dos setores de montagem e manutenção da Refinaria de Paulínia (Replan) aprovaram o acordo coletivo da campanha salarial de 2026, encerrando a greve iniciada em meados de junho. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom), o acordo está entre os mais vantajosos firmados nas refinarias da Petrobras neste ano.
O acordo prevê reajuste salarial de 7%, retroativo a 1º de maio, reajuste de 7,14% na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que passa para R$ 7.500, aumento de 8% no vale-alimentação, reajuste de 10% no café da manhã, ambos retroativos a 1º de maio, além de correção de 6,5% no valor da cesta natalina. Também ficou definido o abono de 50% dos dias de greve, com compensação dos outros 50%.
Em nota, o diretor do Sinticom-Campinas, Jucelino Jr., afirmou que o resultado foi alcançado após a mobilização da categoria durante o período de paralisação. Segundo ele, mesmo diante das dificuldades enfrentadas ao longo da greve, a negociação garantiu avanços nas reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
A greve foi marcada por momentos de tensão. No dia 26 de junho, o sindicato denunciou que trabalhadores foram agredidos por homens armados e encapuzados nas proximidades da portaria da refinaria. De acordo com a entidade, veículos foram danificados, houve disparos para o alto e ameaças contra os manifestantes. As denúncias foram divulgadas pelo sindicato e motivaram pedidos de apuração dos fatos.
Três dias depois, em 29 de junho, os grevistas realizaram uma manifestação que interditou parcialmente a Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia. O protesto chamou a atenção para o impasse nas negociações e para as denúncias de violência registradas durante a paralisação. O movimento foi encerrado em 1º de julho, após a aprovação da proposta apresentada às partes.

