quarta-feira, maio 6, 2026
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CETESB amplia monitoramento da captação de água bruta no Rio Jaguari, em Paulínia

Foto: CETESB/Divulgação

 Monitoramento intensificado e nova sonda automática indicam que parâmetros seguem dentro dos padrões estabelecidos

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo anunciou a instalação de uma sonda automática multiparâmetro no ponto de captação de água bruta de Paulínia, localizado no Rio Jaguari. O equipamento permitirá o monitoramento contínuo da qualidade da água, com medições a cada cinco minutos de indicadores como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez e temperatura. A iniciativa amplia a capacidade de resposta rápida diante de possíveis alterações no manancial.

De acordo com o órgão ambiental, as análises mais recentes não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência no trecho monitorado.

Desde o dia 24 de abril, quando surgiram os primeiros relatos de alterações na água tratada, a CETESB intensificou as ações de fiscalização. Foram realizadas mais de 20 inspeções, incluindo no Rio Camanducaia, além de oito coletas de amostras em pontos estratégicos, como as captações de Paulínia e Limeira.

Os resultados laboratoriais apontam que os principais indicadores de qualidade permaneceram dentro dos limites estabelecidos. O carbono orgânico total variou entre 2,9 e 3,2 mg/L (referência de até 6 mg/L), enquanto o oxigênio dissolvido ficou entre 6,7 e 7,1 mg/L (mínimo de 5 mg/L). Já a turbidez apresentou variação entre 11 e 16 UNT (limite de 100 UNT), e o pH permaneceu entre 6,9 e 7,2 (faixa adequada de 6 a 9), sem evidências de contaminação.

Também não foram identificadas substâncias orgânicas associadas a alterações de gosto ou odor. A análise de compostos orgânicos semi-voláteis — que inclui elementos como geosmina e metilisoborneol, geralmente ligados a cheiro de mofo — apresentou resultados abaixo dos limites de detecção.

A presença de microrganismos foi considerada baixa, variando entre 5 e 128 organismos por mililitro. Segundo a CETESB, os dados não indicam que microalgas tenham sido responsáveis pelas alterações sensoriais relatadas anteriormente.

O órgão segue monitorando a situação de forma contínua, em conjunto com demais instituições e concessionárias responsáveis pelo abastecimento na região.