
A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto é uma das medidas mais eficazes para a promoção da saúde pública. Um estudo do Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta que mais de 11 mil mortes por ano no Brasil estão relacionadas a doenças associadas à falta de saneamento básico. O levantamento também mostra que enfermidades ligadas à água contaminada e à ausência de coleta e tratamento de esgoto continuam gerando milhares de internações todos os anos no país.
Segundo o instituto, a estimativa é de que, para cada R$ 1 investido em saneamento básico, cerca de R$ 4 sejam economizados em gastos com saúde pública.
Em Paulínia, os investimentos realizados ao longo dos anos colocam o município em posição de destaque no setor. Atualmente, cerca de 96% do esgoto produzido na cidade recebe tratamento adequado antes de retornar ao meio ambiente. Além disso, a substituição gradual das fossas sépticas por sistemas modernos de coleta e tratamento contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população e para a preservação dos recursos hídricos.

Como o saneamento impacta a saúde
Além de prevenir doenças específicas, a ampliação do saneamento básico reduz a circulação de agentes infecciosos no ambiente, melhora as condições de higiene e contribui para diminuir internações evitáveis.
Estudos do Instituto Trata Brasil indicam que municípios com melhores índices de coleta e tratamento de esgoto tendem a registrar menores taxas de doenças de veiculação hídrica, especialmente entre crianças e populações mais vulneráveis.
O saneamento também gera impactos positivos na educação, na produtividade e na qualidade de vida, reduzindo afastamentos por problemas de saúde e proporcionando melhores condições para o desenvolvimento da população.
Cinco doenças prevenidas pelo saneamento básico
Diarreia infecciosa
A diarreia está entre as doenças mais associadas à falta de saneamento. Ela pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas presentes na água ou em alimentos contaminados.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos casos de diarreia aguda estão relacionados ao consumo de água imprópria, à ausência ou inadequação dos sistemas de esgoto e às condições precárias de higiene. A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz significativamente a circulação desses agentes infecciosos e o risco de transmissão da doença.
Hepatite A
A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o vírus.
A doença apresenta forte relação com condições inadequadas de saneamento e higiene. Entre os sintomas estão febre, mal-estar, náuseas, dores abdominais e inflamação do fígado. A expansão dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto é considerada uma das formas mais eficazes de interromper sua transmissão.
Leptospirose
A leptospirose é causada por uma bactéria presente na urina de animais infectados, especialmente ratos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água ou lama contaminadas.
A doença pode provocar febre, dores musculares, insuficiência renal e complicações hepáticas graves. A melhoria da infraestrutura urbana, da drenagem e das condições sanitárias contribui para reduzir os riscos de exposição à bactéria.
Verminoses
As verminoses são infecções causadas por parasitas intestinais transmitidos por meio do contato com solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas.
Doenças como ascaridíase, ancilostomíase e tricuríase estão diretamente associadas à ausência de coleta e tratamento de esgoto e à falta de acesso à água tratada. Os sintomas incluem dores abdominais, diarreia, anemia, perda de peso e prejuízos ao desenvolvimento infantil.
Febre Tifoide
Causada pela bactéria Salmonella Typhi, a febre tifoide é transmitida pelo consumo de água ou alimentos contaminados.
A doença pode provocar febre alta prolongada, dores abdominais, vômitos e complicações intestinais graves. Embora menos frequente atualmente, ainda está associada a regiões com deficiência nos serviços de saneamento. A coleta e o tratamento de esgoto, aliados ao acesso à água potável, são fundamentais para sua prevenção.

Paulínia como referência em saneamento
Com cerca de 116.674 mil habitantes e aproximadamente 62 mil imóveis entre residências, estabelecimentos comerciais e indústrias, Paulínia se destaca pelos investimentos contínuos em saneamento básico e preservação ambiental. O município é cortado por dois importantes rios da região, o Rio Jaguari e o Rio Atibaia. A água captada para abastecer a população é proveniente do Rio Jaguari, enquanto o esgoto coletado e tratado é devolvido ao Rio Atibaia dentro dos padrões ambientais estabelecidos pelos órgãos competentes.
Atualmente, cerca de 97% de todo o esgoto gerado na cidade recebe tratamento adequado antes de retornar ao meio ambiente. Além disso, a substituição gradual das fossas sépticas por redes coletoras e sistemas modernos de tratamento amplia a segurança sanitária, reduz os riscos de contaminação do solo e dos recursos hídricos e contribui para a prevenção de doenças relacionadas à falta de saneamento.
Esses investimentos refletem diretamente na saúde pública, na preservação dos mananciais e na qualidade de vida da população, consolidando Paulínia como uma das referências regionais em infraestrutura sanitária e gestão sustentável dos recursos hídricos.

