domingo, maio 10, 2026
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Contorno Norte reacende debate regional sobre mobilidade e impactos ambientais

O encontro reuniu autoridades, representantes técnicos e entidades da região para debater os impactos e os próximos passos do projeto do Contorno Norte | Foto: Secovi-SP/Divulgação

Representantes do setor público, entidades da sociedade civil e técnicos participaram, na última segunda-feira (4), de uma reunião no Paço Municipal de Paulínia para discutir o avanço dos estudos do chamado Contorno Norte, projeto viário que pretende criar uma nova ligação entre importantes rodovias da Região Metropolitana de Campinas e aliviar o trânsito no trecho urbano da Rodovia Dom Pedro I (SP-065).

O encontro foi realizado pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA), com apoio da Prefeitura de Paulínia, e contou com a presença da Concessionária Rota das Bandeiras, responsável pelos estudos de viabilidade do empreendimento.

A proposta prevê a construção de um corredor rodoviário de aproximadamente 32 quilômetros, conectando o prolongamento da Rodovia Magalhães Teixeira (SP-083) até a Anhanguera (SP-330), com integração às rodovias Professor Zeferino Vaz (SP-332) e Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340). A principal finalidade da obra é retirar o fluxo intenso de veículos pesados e de passagem do trecho mais congestionado da Dom Pedro I, em Campinas.

Durante a reunião, representantes da concessionária informaram que o projeto funcional já foi protocolado junto à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), além da entrega do Plano de Trabalho para os Estudos de Impacto Ambiental à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Segundo os técnicos, os traçados originalmente estudados em 2012 foram descartados e uma nova configuração está sendo elaborada, levando em consideração o crescimento urbano registrado nos últimos anos. O desenho definitivo do percurso, entretanto, ainda não foi divulgado oficialmente.

A diretora de Assuntos Legislativos e Urbanismo da Regional Campinas do Secovi-SP, Carina Silva Cury, destacou a necessidade de participação popular ao longo das próximas etapas do processo.

Segundo ela, o debate precisa envolver moradores, entidades e especialistas para minimizar impactos ambientais e urbanísticos. Carina observou ainda que há áreas sensíveis no possível traçado, incluindo regiões com corredores ecológicos, topografia complexa e empreendimentos já em fase de licenciamento.

A área em estudo está dentro da concessão administrada pela Rota das Bandeiras, que conduz os levantamentos técnicos e ambientais. A futura execução da obra, porém, deverá depender de um novo processo de concessão pública promovido pelo Governo do Estado.

Os próximos passos incluem análises técnicas por parte dos municípios envolvidos e a realização de consultas públicas com as comunidades potencialmente afetadas antes da definição final do projeto.