
Outro dado relevante foi a diminuição dos roubos e furtos envolvendo veículos. O roubo de veículos passou de 35 para 26 ocorrências, uma queda de 25,7%. Já o furto de veículos caiu de 141 para 111 registros, redução de aproximadamente 21%. O roubo de carga também apresentou retração significativa, passando de 11 para 4 casos, redução superior a 63%.
Além disso, houve redução nas tentativas de homicídio, que caíram de 7 para 4 registros, representando diminuição de cerca de 42,8%. O crime de estupro também apresentou leve queda, passando de 8 para 7 ocorrências.
Por outro lado, o levantamento aponta crescimento em alguns tipos de crimes, especialmente nos registros relacionados à violência física. A lesão corporal dolosa apresentou aumento de 407 para 462 casos, crescimento de 55 ocorrências, o que representa alta de aproximadamente 13,5%. Já as lesões corporais culposas por acidente de trânsito subiram de 239 para 273 registros, crescimento de cerca de 14,2%.
Outro aumento observado foi nas lesões corporais culposas em outras circunstâncias, que passaram de 3 para 8 ocorrências, crescimento proporcional expressivo, embora com menor impacto numérico. Também houve leve aumento nos casos de estupro de vulnerável, que passaram de 27 para 28 registros.
Entre os crimes contra o patrimônio, o furto em geral apresentou crescimento discreto, passando de 1.052 para 1.073 ocorrências, aumento de 21 registros, equivalente a aproximadamente 2%.
Já crimes considerados mais graves, como homicídio doloso, mantiveram estabilidade entre os dois períodos analisados, com 7 ocorrências registradas em cada levantamento. Também não houve registros de latrocínio ou roubo a banco em ambos os períodos.
De forma geral, os dados indicam uma redução relevante nos crimes patrimoniais ligados ao roubo, ao mesmo tempo em que apontam aumento em ocorrências relacionadas à violência interpessoal e acidentes de trânsito. Especialistas apontam que esse tipo de variação pode refletir mudanças nas dinâmicas urbanas, intensificação de fiscalizações específicas e alterações nos padrões de convivência social.
O comparativo reforça a importância do monitoramento contínuo dos indicadores de segurança pública para direcionar políticas preventivas e ações estratégicas no município.

