
A 1ª Vara Regional Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem de Campinas autorizou o leilão de ativos da massa falida da Pujante Transportes, empresa com atuação em Paulínia. A medida tem como objetivo arrecadar recursos para o pagamento de uma dívida estimada em cerca de R$ 98 milhões.
Entre os bens disponibilizados estão carretas, caminhões, equipamentos e mobiliários, distribuídos em diferentes estados do país. Os leilões são realizados de forma eletrônica pela empresa Positivo Leilões, permitindo a participação de interessados de qualquer localidade.
O processo foi estruturado em três etapas. As duas primeiras ocorreram com lances mínimos fixados em 100% e 50% do valor de avaliação dos bens. Já a terceira praça, iniciada nesta semana, apresenta uma condição mais atrativa: todos os lotes partem de lance inicial de R$ 1 mil.
Ao todo, estão disponíveis 13 lotes, compostos principalmente por veículos pesados, como caminhões e semi-reboques, com valores de avaliação que variam entre R$ 81 mil e R$ 499 mil. Também integram o leilão bens de menor valor, como mobiliário e equipamentos de escritório.
Os pregões são realizados integralmente pela internet, por meio da plataforma da leiloeira, onde os interessados podem acessar editais, documentos e todas as orientações necessárias para habilitação e envio de lances.
Dificuldades financeiras
A Pujante Transportes, empresa do setor de transporte rodoviário de cargas, possui um histórico de crescimento e expansão de suas atividades, incluindo atuação em diversos estados e contratos relevantes, como os Correios. No entanto, nos últimos anos, a companhia passou a enfrentar uma forte deterioração financeira, marcada pela perda de contratos importantes, queda expressiva no faturamento e aumento do endividamento.
Segundo a empresa alegou no pedido de recuperação judicial, esse cenário foi agravado por fatores externos, como a pandemia de Covid-19, além de prejuízos em contratos públicos e falhas internas de gestão, que comprometeram ainda mais o fluxo de caixa e a capacidade operacional da empresa. Diante desse quadro, a empresa ingressou com pedido de recuperação judicial em 2024, buscando reestruturar suas dívidas e manter as atividades.
Contudo, durante o processo, foram identificadas irregularidades graves, como indícios de confusão patrimonial, falta de transparência nas informações e descumprimento de obrigações legais, o que levou a justiça a concluir pela inviabilidade da recuperação e decretar a falência da empresa em setembro de 2025, visando resguardar os interesses dos credores.

