
O ex-prefeito de Paulínia, Edson Moura, foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em um condomínio no Guarujá, no litoral paulista. A ação foi realizada pela Polícia Militar em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça após o trânsito em julgado de um processo por sonegação de contribuição previdenciária.
A ordem de prisão foi emitida em 22 de maio pelo Departamento de Execuções Criminais da 4ª Região Administrativa Judiciária (RAJ), com sede em Campinas. Como a condenação tornou-se definitiva, sem possibilidade de novos recursos, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena.
De acordo com o processo, Edson Moura foi condenado a dois anos e sete meses de reclusão em regime semiaberto.
Nos últimos dias, a defesa do ex-prefeito tentou reverter a decisão judicial. Entre os argumentos apresentados estavam a idade de Moura, de 76 anos, problemas de saúde e a responsabilidade pelo sustento de um filho menor de idade. Os advogados solicitaram a substituição da pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos ou, alternativamente, a conversão para prisão domiciliar.
Entretanto, em decisão publicada no último dia 12 de junho, a juíza Camila Corbucci Monti Manzano rejeitou os pedidos da defesa e manteve o cumprimento da pena conforme estabelecido na sentença.
Até o momento, a defesa de Edson Moura não se manifestou sobre a prisão. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
Carreira política – Edson Moura exerceu três mandatos como prefeito de Paulínia, entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008, tendo sido reeleito pelo PMDB em 2004. Ele também é pai de Edson Moura Júnior, que ocupou o cargo de prefeito de Paulínia entre 15 de abril de 2014 e 3 de fevereiro de 2015. Eleito pelo PMDB, foi empossado por decisão judicial e reempossado judicialmente em três oportunidades durante disputas na Justiça Eleitoral, até ter o mandato cassado em definitivo.

