
Uma família do Jardim Fortaleza, em Paulínia (SP), viveu momentos de desespero e profunda dor na quinta-feira (20), ao encontrar 11 dos 14 felinos da residência mortos, em circunstâncias compatíveis com envenenamento.
O impacto emocional foi tão grande que um dos familiares precisou de atendimento médico ao receber a notícia. Abalados, moradores do bairro rapidamente mobilizaram denúncias à Polícia Civil, cobrando justiça e medidas urgentes para proteger outros animais da comunidade.
A Polícia Civil de Paulínia já abriu investigação para apurar o caso. Segundo relato da tutora, o veneno — identificado como um raticida de cor rosa-choque — foi encontrado espalhado tanto na rua quanto no quintal da residência.
A Polícia Civil concentra as investigações em identificar o responsável pela disseminação do produto tóxico e apurar de que forma ele foi introduzido na propriedade, o que caracteriza um grave crime ambiental. Imagens de câmeras de monitoramento da rua onde ocorreu o envenenamento já estão sendo analisadas pelas autoridades.
A comoção foi imediata. “É inadmissível que situações como essa continuem acontecendo. A comunidade está abalada e quer respostas”, afirmou um morador ao Portal da Cidade. Além da dor da perda, a família vive agora com medo e insegurança, sem saber quem poderia ter cometido tamanha crueldade.
Investigações e providências
As autoridades orientam que denúncias relacionadas ao caso ou a outros episódios semelhantes sejam registradas na Polícia Civil, na Polícia Militar ou na Guarda Municipal de Paulínia.
Crimes contra animais domésticos, como cães e gatos, podem configurar maus-tratos, conforme a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). Desde a sanção da Lei 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão, a pena para maus-tratos a cães e gatos é de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. Em casos com resultado de morte, a punição pode ser aumentada.
Segundo o Portal Gov.br, denúncias podem ser registradas presencialmente nas delegacias ou encaminhadas ao Ministério Público, acompanhadas de provas, como fotos, vídeos, testemunhas ou laudos veterinários.
Reações da comunidade
Moradores do Jardim Fortaleza utilizaram redes sociais e grupos do bairro para expressar indignação e pedir mais fiscalização, instalação de câmeras de segurança e ações permanentes de proteção animal. Há temor de que novos episódios possam ocorrer se a investigação não avançar rapidamente.

