quarta-feira, agosto 19, 2026
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Frio perde força na Região Metropolitana de Campinas, mas manhãs geladas ainda exigem cuidados

O inverno de 2026 tem apresentado um comportamento típico de massas de ar polar alternadas com períodos de aquecimento, conhecidos como veranicos, na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Em vez de frio contínuo, o padrão tem sido de madrugadas bastante frias, tardes agradáveis e baixa umidade do ar.

Nas últimas duas semanas, a RMC foi atingida por uma massa de ar polar que derrubou as temperaturas, com mínimas entre 7°C e 12°C em cidades como Campinas, Paulínia, Valinhos, Vinhedo, Jaguariúna, Holambra e Nova Odessa. Em áreas rurais e baixadas, os termômetros chegaram a registrar valores ainda menores, com formação de nevoeiro nas primeiras horas da manhã.

Nesta sexta-feira (17), porém, iniciou-se um veranico, segundo o Cepagri/Unicamp. A tendência é de vários dias consecutivos com tempo seco, céu aberto e elevação gradual das temperaturas durante a tarde, embora as manhãs continuem frias. Em Campinas e na região, as mínimas ficam próximas de 12°C, enquanto as máximas podem ultrapassar 28°C a 30°C nos próximos dias.

De forma geral, o comportamento do frio na RMC neste inverno pode ser resumido assim:

  • Madrugadas frias: entre 7°C e 12°C, dependendo da cidade e da altitude.
  • Tardes mais quentes: variando de 22°C a 30°C, principalmente durante os veranicos.
  • Pouca chuva: julho segue com precipitação muito abaixo da média.
  • Baixa umidade relativa do ar: especialmente durante as tardes, exigindo atenção com hidratação e problemas respiratórios.
  • Grande amplitude térmica: diferenças de até 15°C ou mais entre a temperatura da madrugada e a da tarde.

Para Paulínia, o comportamento tem sido semelhante ao restante da região: manhãs frias (em torno de 10°C a 13°C), tardes agradáveis ou quentes (24°C a 29°C) e predomínio de tempo seco. Essas oscilações favorecem o aumento de doenças respiratórias e costumam intensificar dores musculares e articulares, especialmente entre idosos e pessoas com doenças reumáticas.

Esse padrão de alternância entre massas de ar polar e períodos de aquecimento é comum no inverno paulista e deve continuar predominando na Região Metropolitana de Campinas durante a segunda quinzena de julho.