sexta-feira, agosto 14, 2026
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Greve de terceirizados da Rhodia chega ao terceiro dia sem acordo em Paulínia

A paralisação dos trabalhadores terceirizados que atuam no complexo industrial da Rhodia, em Paulínia, entrou no terceiro dia nesta quinta-feira (23), sem que houvesse um acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinticom) e as empresas prestadoras de serviços.

O movimento foi iniciado após a categoria rejeitar, em assembleia, a proposta apresentada pelas empreiteiras durante a campanha salarial. Desde então, os trabalhadores permanecem mobilizados em frente à unidade, aguardando uma nova rodada de negociações.

Entre os pontos oferecidos pelas empresas estavam reajuste salarial de 6,8%, aumento do vale-alimentação para R$ 1.250, concessão de R$ 250 para o lanche da tarde e cesta de Natal de R$ 330, além da manutenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do convênio médico. Para os trabalhadores, no entanto, a proposta não atende às reivindicações da categoria.

Após ser comunicado oficialmente sobre a decisão da assembleia, o grupo de empreiteiras informou ao sindicato que irá se reunir para discutir uma nova proposta, que deverá ser apresentada nos próximos dias. Até lá, a greve segue mantida.

A mobilização ocorre pouco mais de um mês após outra paralisação organizada pelo Sinticom no polo petroquímico de Paulínia. Na ocasião, trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan) permaneceram 16 dias em greve, encerrando o movimento após a aprovação de um acordo que garantiu reajuste salarial de 7%, aumento de 10% no vale-alimentação e reajuste de 7,14% na PLR.

Rhodia afirma que produção não foi afetada

Em nota, a Rhodia informou que acompanha a situação envolvendo trabalhadores de empresas terceirizadas responsáveis por serviços de montagem e construção civil. A empresa ressaltou que as negociações trabalhistas são conduzidas exclusivamente entre o sindicato da categoria e as empresas contratadas.

Segundo a companhia, a paralisação não compromete as atividades industriais da unidade de Paulínia, que continua operando normalmente, sem impactos na produção.

Enquanto as negociações não avançam, os trabalhadores permanecem mobilizados, aguardando uma nova proposta que possa encerrar o movimento grevista.