
Mesmo sob chuva, trabalhadores terceirizados que atuam na Refinaria de Paulínia (Replan) voltaram a se reunir na manhã de quinta-feira (25), em frente à unidade localizada às margens da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332). A paralisação, que chegou ao nono dia, mantém a categoria mobilizada em busca de avanços nas negociações do dissídio coletivo.
O movimento reúne profissionais das áreas de construção e montagem contratados por empresas terceirizadas que prestam serviços na refinaria. Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial de 9%, aumento do vale-alimentação, melhorias no café da manhã fornecido aos trabalhadores, reajuste da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ampliação do valor da cesta natalina.
Além dos grevistas, o ato contou com a presença de representantes do Sindipetro Unificado, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), dirigentes de outras entidades sindicais, integrantes de movimentos sociais e lideranças políticas da região de Campinas. As organizações manifestaram apoio ao movimento e defenderam o direito de greve e de livre organização sindical.
A mobilização também repercutiu um episódio registrado durante a manifestação do dia anterior. De acordo com informações divulgadas pelo sindicato que representa a categoria, um trabalhador teria sido agredido nas proximidades da refinaria. O caso levou as entidades participantes a anteciparem uma atividade que seria realizada na sexta-feira (26), incorporando-a ao ato de quinta-feira.
Segundo representantes do Sindipetro Unificado, a iniciativa teve como objetivo demonstrar solidariedade aos trabalhadores e reforçar a defesa das garantias constitucionais de manifestação e negociação coletiva.
Os dirigentes sindicais também cobraram maior participação da Petrobras na busca por uma solução para o impasse. Na avaliação das lideranças, a estatal pode contribuir para reduzir as tensões e estimular o diálogo entre as empresas terceirizadas e os trabalhadores.
Apesar de decisão judicial que determina a manutenção de parte das atividades na refinaria, a greve continua, uma vez que, segundo o movimento, ainda não houve avanços suficientes nas negociações entre as partes.
Até o momento, não houve divulgação de um acordo que coloque fim à paralisação.

