sexta-feira, agosto 14, 2026
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Operação da Guarda Municipal e Polícia Civil fiscaliza abrigo de dependentes químicos em Paulínia

Uma operação conjunta da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Civil foi realizada na manhã desta terça-feira (14) em um abrigo destinado ao acolhimento de dependentes químicos, em Paulínia. A ação teve como objetivo identificar os moradores e frequentadores do local, verificar antecedentes criminais e oferecer orientação sobre o acesso aos serviços públicos de assistência social e saúde.

Participaram da operação equipes da GCM e os delegados da Polícia Civil Ricardo Zinn de Carvalho e Roney Lima.

Durante a fiscalização, foram encontrados 24 homens em processo de recuperação da dependência química. Segundo as autoridades, eles recebem acolhimento no imóvel, onde realizam refeições, pernoitam e participam de atividades domésticas.

De acordo com o subcomandante da GCM, Caique de Oliveira, a maioria dos acolhidos não é de Paulínia, sendo proveniente de outras cidades e até de outros estados. Ainda segundo ele, o levantamento realizado pelas forças de segurança apontou que oito moradores possuem antecedentes criminais, outros seis respondem a inquéritos policiais e um dos indivíduos acumula 49 processos criminais.

O delegado Ricardo Zinn de Carvalho informou que entre os registros criminais identificados há ocorrências relacionadas a tráfico de drogas, roubo, homicídio, latrocínio e furto. Segundo ele, a identificação dos ocupantes também auxilia nas investigações de outros delitos registrados no município, como furtos de cabos de cobre.

Conforme as forças policiais, a operação foi motivada por informações levantadas pelo setor de inteligência, pelo cruzamento de dados com outras investigações sobre a movimentação de pessoas envolvidas em práticas ilícitas e por denúncias de supostas agressões físicas e retenção de valores de benefícios sociais dos acolhidos por parte do responsável pelo projeto social.

Além da averiguação policial, a fiscalização constatou problemas estruturais no imóvel. Segundo as equipes, o abrigo apresenta condições precárias de higiene e saneamento, além de irregularidades no armazenamento e no manejo de alimentos.

O imóvel abriga atualmente cerca de 30 pessoas, embora, segundo as autoridades, já tenha recebido mais de 60 moradores em períodos anteriores.

Até o momento, não há informação sobre prisões ou interdições decorrentes da operação. As denúncias e as condições do local deverão ser apuradas pelos órgãos competentes.