
Diferença entre admissões e desligamentos colocou o município na 16ª posição em saldo absoluto entre as cidades da microrregião de Campinas
Paulínia terminou 2025 com saldo negativo de 359 postos de trabalho formais. O resultado é obtido pela diferença entre as 38.701 admissões e os 39.060 desligamentos registrados durante o ano, de acordo com dados da Coalize baseados em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Na comparação com os demais municípios da microrregião de Campinas, formada por 16 cidades com dados consolidados de emprego formal, Paulínia ficou na 16ª posição em saldo absoluto.
A microrregião encerrou 2025 com saldo positivo de 10.039 postos de trabalho, enquanto Campinas apresentou o maior saldo absoluto, com 3.157 vagas líquidas.
O resultado muda quando os números são analisados proporcionalmente ao tamanho da população. Considerando o saldo por 100 mil habitantes, Paulínia registrou -308 vínculos por 100 mil moradores e ficou na 15ª posição entre as 16 cidades com pelo menos 5 mil habitantes.
Essa segunda forma de análise permite comparar municípios de tamanhos diferentes. Uma cidade pequena pode apresentar um saldo absoluto relativamente baixo, mas ocupar posição elevada quando o resultado é relacionado ao número de habitantes.
Na microrregião, Holambra liderou o indicador proporcional, com 4.021 vínculos líquidos a cada 100 mil habitantes.
Os dois indicadores mostram, portanto, perspectivas diferentes sobre o mercado de trabalho. O saldo absoluto mede a quantidade efetiva de postos criados ou eliminados, enquanto o índice por habitante dimensiona esse resultado em relação ao tamanho da população.
De acordo com a Coalize, os dados de Paulínia de 2025 combinam um alto volume de movimentação de trabalhadores com um saldo anual próximo do equilíbrio entre admissões e desligamentos.

