
Paulínia passou a abrigar a maior planta de biometano do Brasil, consolidando o protagonismo paulista na transição energética e na produção de combustíveis sustentáveis. Para marcar a conquista, o Governo do Estado de São Paulo inaugurou neste sábado (7) a unidade, em cerimônia que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado, e do prefeito de Paulínia, Danilo Barros.
A planta da OneBio, instalada em um ecoparque no Parque da Represa, na região oeste de Paulínia, integra um complexo ambiental avançado — que substituiu o antigo aterro sanitário — e produz biometano por meio da purificação do biogás gerado a partir de resíduos sólidos urbanos depositados no local. A capacidade nominal é de 225 mil metros cúbicos por dia, o que representa cerca de um terço da capacidade instalada no Estado de São Paulo e equivale ao consumo de mais de mil ônibus urbanos.
Atualmente, a unidade opera com 50% da capacidade, e a previsão é de que atinja operação plena ao longo de 2026.
O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Edge, controladora do investimento com 51% de participação, e a Orizon Valorização de Resíduos, que detém 49%. A produção da OneBio será comercializada pela Edge, e a planta já está conectada à infraestrutura de distribuição de gás canalizado.
Em novembro, a Edge anunciou contrato com a Unilever para o fornecimento de biometano a uma fábrica de sabonetes localizada em Valinhos, no interior paulista, com o objetivo de descarbonizar processos industriais e frotas.
A unidade recebeu licença de operação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em tempo recorde, além da autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produção e comercialização de biometano.
“A gente sempre tem discutido muito vocações. Qual é a vocação do Brasil? Será que o nosso país vai ser eternamente o país do futuro? Uma das nossas vocações é a transição energética. O mundo precisa de um parceiro confiável para gerar energia, e nós podemos ser esse parceiro confiável”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas durante a inauguração.
“Etanol, biometano! Essa produção pode transformar a nossa oferta de energia. Vamos ter aqui um produto com previsibilidade de preço, que vai nos blindar de choques externos. A gente tem a solução. Aqui a gente tem o futuro”, completou.
A secretária Natália Resende destacou que o estado está na vanguarda do desenvolvimento sustentável. “A maior planta de biometano do Brasil está aqui em São Paulo. É mais transição energética, é uma matriz renovável que está chegando a 49% da produção. Do lixo, a gente transforma, gera biogás, gera biometano e faz o quê? Coloca na rede e abastece a nossa indústria. Essa é a beleza de termos uma economia circular de verdade. É São Paulo na direção certa”, afirmou.

Balanço
Atualmente, o estado de São Paulo conta com nove plantas de biometano autorizadas, responsáveis por uma capacidade de produção de cerca de 700 mil metros cúbicos por dia (m³/dia). Outras oito unidades estão em fase de autorização pela ANP.
Com isso, o estado se prepara para superar a marca de 800 mil m³/dia até dezembro de 2026, dentro de um potencial estimado de 6,4 milhões de m³/dia.
A nova planta em Paulínia posiciona São Paulo na vanguarda da economia circular e da descarbonização da matriz energética brasileira, transformando resíduos urbanos em energia renovável e ampliando a segurança energética do país.

