quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Paulínia registra dois casos prováveis de Chikungunya em 2025, após dois anos sem notificações

Foto: Rodrigo Nunes/MS/Divulgação

Após dois anos consecutivos sem registros — 2023 e 2024 — Paulínia voltou a apresentar casos prováveis de Chikungunya em 2025, segundo dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. No acumulado até a 38ª Semana Epidemiológica, o município contabilizou dois casos prováveis, sendo um registrado na 10ª Semana Epidemiológica e outro na 11ª. O coeficiente de incidência é de 1,7.

Os casos ocorreram de forma equilibrada entre os sexos: 50% feminino e 50% masculino. Quanto ao recorte étnico-racial, foi registrado um caso em pessoa branca e um caso em pessoa parda. Na análise por faixa etária, ambos os casos envolveram pessoas de 60 a 69 anos, sendo uma mulher e um homem.

O que é Chikungunya?

A Chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos vetores da dengue e do zika vírus. O nome tem origem no idioma africano makonde, significando “aqueles que se dobram”, referência às fortes dores articulares que caracterizam a enfermidade.

Principais sintomas

Os sintomas geralmente aparecem entre 2 e 12 dias após a picada do mosquito infectado. Entre os mais comuns estão:

  • Febre alta de início súbito

  • Dor intensa nas articulações

  • Dor muscular

  • Dor de cabeça

  • Manchas avermelhadas na pele

  • Inchaço nas articulações

Em alguns pacientes, as dores articulares podem persistir por semanas ou até meses.

Cuidados e prevenção

Como não existe vacina disponível na rede pública nem tratamento específico, a prevenção depende principalmente do combate ao mosquito. As recomendações incluem:

  • Eliminar ou vedar recipientes que possam acumular água

  • Limpar calhas, ralos e áreas externas

  • Manter caixas-d’água fechadas

  • Usar repelente e roupas que minimizem a exposição da pele

  • Evitar acúmulo de lixo e entulho que possa servir de criadouro

  • Procurar atendimento médico ao primeiro sinal de febre acompanhada de dor articular intensa

Situação em Paulínia

Mesmo com os dois casos prováveis registrados em 2025, Paulínia mantém índices baixos da doença. A ausência de registros em 2023 e 2024 reforça que as ações permanentes de vigilância e controle do Aedes têm sido eficazes, mas também destaca a importância de que a população mantenha os cuidados, principalmente no período mais quente e chuvoso do ano.