
Os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram um panorama comparativo da criminalidade em Paulínia entre os meses de janeiro e fevereiro de 2025 e o mesmo período de 2026. O levantamento reúne ocorrências atendidas pela Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.
Com cerca de 116.674 pessoas e localizada a 119 quilômetros da capital paulista, a cidade apresentou redução em diversos indicadores, especialmente em crimes contra o patrimônio e lesões corporais, embora alguns índices tenham registrado aumento.
📉 Queda nos principais indicadores
Os números mostram uma redução significativa nas ocorrências de furtos, que continuam sendo os crimes mais registrados no município:
- Furto – outros: caiu de 235 (2025) para 193 (2026)
- Furto de veículo: reduziu de 25 para 17
Também houve queda nos casos de violência interpessoal:
- Lesão corporal dolosa: de 84 para 66
- Lesão corporal culposa por acidente de trânsito: de 36 para 22
Além disso, as tentativas de homicídio diminuíram de 2 para 1 caso no período.
📈 Aumento em crimes sexuais preocupa
Por outro lado, os dados indicam crescimento nos crimes contra a dignidade sexual:
- Total de estupros: subiu de 2 para 6 casos
- Estupro de vulnerável: aumentou de 1 para 6 registros
O aumento chama atenção das autoridades e reforça a necessidade de ações voltadas à proteção de crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
⚖️ Roubos apresentam comportamento misto
Os roubos tiveram variações distintas entre as modalidades:
- Total de roubos: caiu de 18 para 15
- Roubo – outros: leve redução de 17 para 14
- Roubo de veículo: queda expressiva de 7 para 3
- Roubo de carga: manteve-se estável (1 caso em cada ano)
📊 Panorama geral
De forma geral, os dados indicam que Paulínia teve melhora em indicadores importantes de segurança pública no início de 2026, com destaque para a redução de furtos, roubos de veículos e lesões corporais.
No entanto, o avanço nos crimes sexuais acende um alerta e evidencia a importância de políticas públicas integradas, envolvendo segurança, assistência social e educação.
A análise dos números reforça o papel do monitoramento contínuo das estatísticas criminais para orientar ações estratégicas das forças de segurança e garantir mais proteção à população.

