domingo, setembro 6, 2026
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Período de estiagem exige atenção redobrada com incêndios provocados por balões

Paulínia e cidades da Região Metropolitana de Campinas enfrentam período de estiagem, quando vegetação seca favorece a propagação das chamas

Paulínia e outras cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão em período de estiagem, marcado pela redução das chuvas, baixa umidade do ar e vegetação mais seca. As condições aumentam o risco de incêndios e exigem atenção redobrada da população, principalmente com práticas que podem iniciar focos de fogo, como a soltura de balões.

Além de poder atingir áreas de mata e terrenos com vegetação seca, um balão pode cair sobre residências, empresas, galpões, depósitos, propriedades rurais e redes de energia elétrica. Como não há controle sobre sua trajetória, o artefato também pode percorrer quilômetros antes de cair.

A prática é proibida pela legislação brasileira e é considerada crime ambiental quando envolve balões capazes de provocar incêndios. O risco se torna ainda maior durante os meses de seca, quando um pequeno foco pode se espalhar rapidamente.

Balão pode percorrer grandes distâncias

A Polícia Militar Ambiental alerta que o problema não está apenas no momento da soltura. A fiscalização também busca combater a fabricação, o armazenamento, o transporte e a comercialização dos artefatos.

Segundo o tenente Aurélio Teixeira, porta-voz da corporação, as condições climáticas observadas durante a estiagem aumentam o potencial de propagação dos incêndios.

“O período de estiagem aumenta significativamente o risco de incêndios em razão da baixa umidade do ar, da vegetação mais seca e da maior propagação do fogo.”

Outro agravante é a falta de controle sobre o deslocamento do balão. Ventos podem alterar sua direção e levar o artefato para regiões diferentes daquela onde foi lançado.

Vegetação seca aumenta perigo

Na região de Campinas, áreas de vegetação ficam mais suscetíveis à ação do fogo durante o período de estiagem. O acúmulo de folhas e outros materiais secos no solo, associado aos ventos e à baixa umidade, pode contribuir para a rápida expansão das chamas.

Um incêndio iniciado pela queda de um balão pode atingir áreas urbanas e rurais, provocar danos ambientais e materiais e colocar pessoas em risco.

A atividade também preocupa as autoridades por causa da possibilidade de interferência no tráfego aéreo. Balões podem entrar em rotas de aeronaves e criar situações perigosas, especialmente durante voos em baixa altitude.

Soltura de balões é crime

O artigo 42 da Lei Federal nº 9.605/1998 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões capazes de provocar incêndios.

Por isso, as forças de segurança orientam a população a não participar da fabricação, compra, transporte ou soltura desses artefatos.

Prevenção começa com atitudes simples

O Corpo de Bombeiros também recomenda que a população evite qualquer atividade que possa dar início a incêndios durante o período de seca.

A orientação vale especialmente para áreas próximas a terrenos, matas e regiões rurais, onde a vegetação ressecada pode facilitar a propagação das chamas.

Além de não soltar balões, a população deve comunicar às autoridades situações que possam representar risco de incêndio. Denúncias e emergências podem ser encaminhadas pelos telefones 193 (Corpo de Bombeiros), 190 (Polícia Militar) e 199 (Defesa Civil).

A prevenção, segundo as autoridades, continua sendo a principal forma de evitar que uma ação aparentemente pequena resulte em incêndios de grandes proporções, prejuízos ao patrimônio e riscos à população.