terça-feira, abril 28, 2026
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Prefeitura de Paulínia intensifica diálogo com Sabesp após uma semana de reclamações sobre qualidade da água

Da esquerda para a direita: o coordenador de Relações Contratuais da Sabesp, Josivan Cardoso; a secretária-executiva da URAE-1, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Roberta Buendia; o prefeito de Paulínia, Danilo Barros; e o secretário municipal de Meio Ambiente, Rafael Golin, durante reunião sobre o abastecimento e a qualidade da água no município.

A Prefeitura de Paulínia realizou, nesta terça-feira (28), uma reunião com representantes da Sabesp e do Governo do Estado de São Paulo para tratar da qualidade do fornecimento de água no município. O encontro ocorre após uma semana de reclamações recorrentes da população, que relata alterações no cheiro, gosto e aparência da água distribuída na cidade.

Segundo moradores, a água estaria apresentando odor semelhante a mofo e aspecto pouco límpido, o que gerou preocupação e aumento significativo de registros junto aos órgãos públicos municipais. Situações semelhantes também foram relatadas em cidades vizinhas, como Hortolândia e Monte Mor, indicando que o problema pode ter atingido parte da região.

De acordo com a Sabesp, em posicionamento divulgado no último dia 24 de abril, a alteração pode ter sido causada por compostos naturais presentes no Rio Jaguari, manancial utilizado para o abastecimento. Esses compostos, embora não representem risco à saúde, podem interferir no cheiro e no sabor da água.

A companhia informou ainda que adotou medidas para normalizar a situação, como a aplicação de carvão ativado no processo de tratamento, técnica utilizada para reduzir odores e melhorar a qualidade sensorial da água.

Apesar das explicações, o prefeito Danilo Barros destacou que a administração municipal segue atenta às demandas da população. “Mesmo com os esclarecimentos apresentados, ainda há relatos de problemas. Estamos acompanhando de perto as tratativas para garantir que o fornecimento seja plenamente normalizado o quanto antes”, afirmou.

O caso está sendo monitorado por diferentes órgãos de controle e fiscalização, incluindo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), o Departamento Municipal de Vigilância em Saúde e a Vigilância em Saúde do Governo do Estado.

A Sabesp orienta que moradores que desejarem realizar a análise da água em suas residências podem solicitar a coleta domiciliar por meio dos canais oficiais de atendimento: telefone 0800 055 0195 ou WhatsApp (11) 3388-8000.

Participaram da reunião o secretário municipal de Meio Ambiente, Rafael Golin; o coordenador de Relações Contratuais da Sabesp, Josivan Cardoso; e a secretária-executiva da URAE-1, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Roberta Buendia.