
A violência contra a mulher continua sendo uma grave violação dos direitos humanos e um desafio permanente para o poder público, exigindo ações integradas de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. Em Paulínia, os números evidenciam a urgência desse enfrentamento: desde a implantação do serviço, em agosto de 2022, até dezembro de 2025, foram registrados 571 boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia do município, resultando na concessão de 235 medidas protetivas em favor de mulheres vítimas de violência.
Nesse cenário, o Projeto de Enfrentamento à Violação dos Direitos e Garantias das Mulheres: Ressignificando Vidas tem se destacado como uma iniciativa sólida e transformadora. O projeto é coordenado pela Dra. Sonia Aparecida Soranzzo Mota, psicóloga, doutora na área de violência e supervisora de estágio do curso de Psicologia da UNIFACP, contando também com a atuação de alunos do curso de Pedagogia, responsáveis pelas atividades da brinquedoteca.
As ações são desenvolvidas por meio de uma parceria com a Delegacia de Polícia de Paulínia, com apoio dos delegados Dr. Roney de Carvalho Barbosa Lima e Dr. Ricardo Zinn, além de servidores diretamente envolvidos no projeto: Sr. Jurandir, Sra. Djane, Sra. Glaucia e Sr. Ellyson. A iniciativa também recebe apoio da Prefeitura Municipal de Paulínia, de instituições parceiras e de voluntários, como as psicólogas Jéssica, Priscila, Sandra e Maiara, que auxiliam nas supervisões in loco dos estagiários de Psicologia, e da Dra. Beatriz, responsável pelo atendimento jurídico.
Os agendamentos para atendimento psicológico e jurídico são realizados na própria delegacia, pela Sra. Djane Silva, pedagoga e servidora da Polícia Civil, reconhecida com o Prêmio Mulher Destaque do Ano de 2025, em razão do trabalho de excelência desenvolvido no projeto.
Desde sua criação, o “Ressignificando Vidas” já atendeu 428 mulheres e 8 homens, totalizando 436 pessoas, com cerca de 4.360 atendimentos psicológicos, além de apoio pedagógico por meio da brinquedoteca e suporte jurídico às vítimas. A participação acadêmica também é expressiva: 145 alunos da UNIFACP estiveram diretamente envolvidos, proporcionando 11.580 horas de estágio, ofertadas gratuitamente à comunidade de Paulínia.
Pelo impacto social e pelos resultados alcançados, a iniciativa caminha para se tornar uma política pública municipal, garantindo sua continuidade, ampliação e institucionalização como instrumento efetivo de enfrentamento à violência doméstica e familiar.
O projeto, representado por sua coordenadora, Dra. Sonia Aparecida Soranzzo Mota, já recebeu o Prêmio Mulher Destaque do Ano de 2024 e uma Moção Honrosa da Câmara Municipal de Paulínia, além de reconhecimento internacional pela Universidade Flores, da Argentina. Atualmente, é um projeto de extensão da UNIFACP, reconhecido pelo MEC, o que assegura maior segurança jurídica, ampliação de parcerias e acesso a recursos públicos.
As mulheres que necessitam de atendimento psicológico ou jurídico devem comparecer à Delegacia de Polícia de Paulínia, localizada próxima ao Shopping Paulínia, para realizar o agendamento. Em situações de urgência, a orientação é ligar para os telefones 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar).

Violência contra a mulher
O Estado de São Paulo é pioneiro no combate à violência contra a mulher e, atualmente, conta com 133 DDMs, sendo nove na Capital, 16 na Região Metropolitana e 108 no Interior paulista. Do total de unidades especializadas, 10 possuem atendimento 24 horas.
A medida vai de encontro com o compromisso de abertura de 40 DDMs 24 horas na gestão. Atualmente, possuem atendimento ininterrupto, a 2ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª e 8ª DDMs da Capital, a 2ª DDM de Campinas, a de Sorocaba e a 1ª DDM da Capital desde 2016.
Além disso, todas as delegacias do Estado seguem o Protocolo Único de Atendimento, que estabelece um padrão para melhor acolher casos de violência contra a mulher. Todos os policiais são capacitados – os cursos de formação contemplam disciplinas direcionadas ao tema.

