segunda-feira, março 9, 2026
InícioDestaquesReforma Tributária preocupa 60% das indústrias da região de Campinas, aponta Ciesp

Reforma Tributária preocupa 60% das indústrias da região de Campinas, aponta Ciesp

Valmir Caldana, José Henrique Toledo Corrêa e Anselmo Riso participaram da coletiva do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – Regional Campinas. | Foto: Roncon & Graça Com/Divulgação.

A implantação da Reforma Tributária já preocupa 60% das indústrias da região de Campinas, segundo a Sondagem Industrial de fevereiro divulgada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) – Regional Campinas. O levantamento também aponta sinais de piora no desempenho econômico das empresas, com queda na produção, faturamento e lucratividade.

A pesquisa foi realizada com empresas associadas à entidade e analisou indicadores de desempenho industrial, além do nível de adaptação das empresas às novas regras tributárias, cuja fase de testes começou em janeiro de 2026.

De acordo com o diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, os resultados acendem um alerta para o setor produtivo.

Segundo ele, a sondagem mostra redução na capacidade produtiva instalada das empresas, além de queda nas vendas, investimentos e lucros. Para Corrêa, o cenário atual reforça a necessidade de um ambiente econômico mais favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos.

Queda em produção e faturamento

Entre os indicadores analisados, 35% das empresas relataram redução no volume de produção em fevereiro, em comparação com o mês anterior.

O faturamento caiu para 55% das empresas consultadas, enquanto 45% registraram queda na lucratividade no período.

Empresas ainda se adaptam às novas regras

A pesquisa também avaliou o nível de adaptação das indústrias à Reforma Tributária.

Entre as empresas participantes:

  • 40% afirmam estar totalmente adequadas às novas regras;

  • 40% dizem estar parcialmente adequadas;

  • 20% ainda não se adaptaram ao novo modelo tributário.

Para o primeiro vice-diretor do Ciesp-Campinas e diretor do Departamento Jurídico da entidade, Valmir Caldana, o fato de boa parte das empresas ainda não estar completamente preparada gera preocupação.

Segundo ele, as regionais do Ciesp têm promovido eventos e orientações para auxiliar as empresas nesse período de transição, principalmente porque a partir de 1º de abril podem começar a ser aplicadas multas às empresas que não estiverem adequadas à nova legislação.

Paulínia está entre os principais polos do comércio exterior

Os dados de comércio exterior também foram apresentados durante a divulgação da pesquisa. Em janeiro de 2026, Paulínia aparece como o segundo município que mais exportou na regional do Ciesp-Campinas, com 16,38% das vendas externas.

O ranking é liderado por Campinas (37,39%), seguido por Paulínia, Mogi Guaçu (9,52%), Sumaré (8,68%) e Valinhos (5%).

Já entre os municípios que mais importaram produtos, Paulínia ocupa a segunda posição, com 27,18% das compras internacionais da região, atrás apenas de Campinas.

Exportações e importações

No acumulado de 2025, as exportações da região atingiram US$ 3,593 bilhões, crescimento de 3,17% em relação ao ano anterior.

As importações somaram US$ 14,331 bilhões, alta de 17,22%, resultando em um déficit comercial de US$ 10,738 bilhões.

Em janeiro de 2026, as exportações da região foram de US$ 246 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 897,9 milhões, movimentando US$ 1,143 bilhão na corrente de comércio exterior.