sábado, julho 13, 2024
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Trabalhadores da Refinaria de Paulínia encerram greve após 3 dias de paralisação

Cerca de dois mil trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan) retornaram ao trabalho após acordo com as empresas | Foto: Sindipetro-SP

Mobilização garantiu reajuste de 13% nos salários, vale alimentação e PLR, além de melhoria no plano de saúde

Aproximadamente dois mil trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do Sistema Petrobras, retornaram nesta sexta-feira (20), ao trabalho após três dias de greve. A decisão ocorreu quinta-feira (19) durante assembleia realizada na portaria da unidade, em Paulínia, a 119 quilômetros de São Paulo.

Há 15, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom) negociava com 13 empresas que prestam serviços na refinaria. Para os operários, diversas reivindicações foram garantidas.

A categoria conquistou 13% de reajuste nos salários, vale alimentação, café da manhã, cesta natalina e participação nos lucros e resultados (PLR). Além disso, as empresas se comprometeram, no prazo máximo de 90 dias, a trocar o atual plano de saúde por outro de melhor qualidade, com custeio integral – ou seja, sem a coparticipação dos trabalhadores como havia sido proposto inicialmente.

Também foram incluídas uma série de especialidades que não constavam na tabela salarial – que lista todas as funções exercidas dentro da refinaria, com seus respectivos pisos e direitos. Por fim, as empresas também garantiram o abono salarial dos dias parados durante a greve.

Desde o início do movimento grevista, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) demonstrou apoio e solidariedade, inclusive organizando atrasos dos trabalhadores próprios da refinaria durante esta semana.

“É importante ressaltarmos que a diferença entre trabalhadores próprios e terceirizados existe por interesse das empresas. Para nós, somos todos petroleiros e sempre vamos tentar garantir mais direitos e equidade dentro da refinaria”, afirma o diretor do Sindipetro, Arthur Bob Ragusa.